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storage-p vs Passbolt: zero-knowledge e auto-hospedável

Se você chegou aqui buscando uma alternativa ao Passbolt, o storage-p e o Passbolt guardam seus segredos em segurança, mas seguem caminhos bem diferentes. O storage-p é um cofre auto-hospedável e zero-knowledge que você mesmo controla — todos os dados ficam na sua infraestrutura, um argumento de peso para privacidade e para a conformidade com a LGPD; o Passbolt é um servidor auto-hospedado e de código aberto. A seguir, o comparativo lado a lado, só com fatos.

Em resumo

  1. Hospedagem: o storage-p roda auto-hospedado, no seu próprio servidor; já o Passbolt é um servidor que você mesmo pode hospedar.
  2. Criptografia: o storage-p é zero-knowledge — sua chave é derivada no navegador com Argon2id, e o servidor só armazena texto cifrado com XChaCha20-Poly1305.
  3. Muito além de senhas: o storage-p também guarda chaves SSH/TLS, chaves de API e TOTP, e gera chaves SSH Ed25519 e certificados autoassinados no lado do cliente.
  4. Integrações: o storage-p emite tokens de API restritos, em que cada leitura pode exigir a sua confirmação no aplicativo ou pelo Telegram.
  5. Tanto o Passbolt quanto o storage-p podem ser auto-hospedados; a diferença é que o storage-p ainda mantém o banco de dados criptografado em repouso com SQLCipher, por cima da criptografia feita no lado do cliente.
  6. Os dois são transparentes sobre o que fazem por dentro: o Passbolt é de código aberto, e o storage-p é auto-hospedável, com um design de criptografia documentado e aberto à inspeção.

A diferença que realmente importa

Você já hospeda o Passbolt por conta própria, então a pergunta que importa é o modelo de segurança: o storage-p deriva as chaves no seu navegador (o servidor nunca chega a ver mais que texto cifrado), criptografa o banco de dados em repouso com SQLCipher por cima disso e entrega às integrações tokens de API restritos e confirmáveis, em vez de dar acesso amplo a tudo.

Onde o storage-p se destaca

O servidor nunca enxerga a sua senha mestra nem o texto puro — criptografia, descriptografia, geração de chaves e a auditoria de segurança rodam todos no seu dispositivo. Você pode armazenar e gerar material SSH/TLS, compartilhar por links de uso único (que se apagam depois da leitura) ou por sealed-box ponta a ponta, e ainda dar às integrações um acesso restrito e auditável, no lugar de exportações do tipo tudo ou nada.

Quando o Passbolt pode ser a melhor escolha

O Passbolt é um projeto maduro, com ecossistema e clientes próprios; se você já o roda e depende das integrações dele no dia a dia, continuar onde está pode ser o caminho mais tranquilo.

Saindo do Passbolt

Adotar a alternativa ao Passbolt é simples: O Passbolt exporta suas entradas para um arquivo CSV, e o storage-p importa esse arquivo como um CSV comum. Confira o guia de migração passo a passo no link abaixo.